quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Fôia di Repôio nº 437


Barão de Itararé: bisavô
Stanislaw Ponte Preta: avô
Millôr: pai
Pasquim: filhxs
Casseta e Planeta e Circo Editorial: netxs
Nóis tudo o resto: bisnetxs

Lógico que isso em cima é uma bestêra. Tem outras árvores genealógicas aí. Outras figuras. Mães, bisavós.

Mas reparo numa coisa. Uma impressão, limitada pela bolha da qual faço parte e observo. O humor gráfico continua com a esquerda.

Outra coisa: o stand up comedy daqui herda um misto duma tradição do Brasil (Ary Toledo-Costinha-Chico Anysio) com a gringa (Jerry Seinfeld e outros que não conheço). Acho que não vem dessa árvore genealógica que coloquei em cima. 

Humoristas gráficos e humoristas de stand up tem uma veia iconoclasta de bater nos governantes do momento. Ou seja, batem nos gestores do capital. Nos gerentes. Mas os standuperos comedys não batem no capital. Não batem nos donos. Aliás é muito engraçado - triste, escroto -  ver essa turma de humorista defendendo o empreendedorismo. Bando de puxa-saco dos patrão. Deve ser porque eles devem ganhar umas vinte vezes (ou mais) na média do que os cartunistas - esses sim batem no capital.

Lógico que to falando duma regra. Duma impressão. Tem as exceções nos dois lados. E uma infinidade de nuances que conheço (poucas) e desconheço (muitas).